Que contribuição nós podemos ser?

September 5, 2018

As minhas redes sociais estão divididas entre pessoas com raiva do que aconteceu com o Museu Nacional e pessoas vendendo classes de Access, com vinho, riqueza e muita “abundância”.  Eu me pergunto: que contribuição isso tudo pode ser? Que conscientização eu posso ter?

 

Eu fiquei bastante triste quando vi o que aconteceu com o Museu, afinal eu estudei Direção Teatral na UFRJ. Já fiz peças e iluminação naquele espaço. Eu fiz parte daquela construção por algumas horas.

 

Eu sou daquelas pessoas que ama visitar museus. Sempre gostei de espaços antigos, cheios de história... de energia! Normalmente eu ficaria triste por dias, mas depois que entrei no Access, sei que esse tipo de energia não cria nada, não é uma contribuição. A pergunta que me fiz foi: Que contribuição esse incêndio pode ser? Que conscientização nós brasileiros estamos recusando ter? Que CONTRIBUIÇÃO eu posso ser?

 

A cada dia tenho mais a ciência de que é isso o que importa: A CONTRIBUIÇÃO. E que contribuição estamos sendo reclamando do que aconteceu ou apenas fingindo que a vida é só vender o quanto você é abundante? Qual o sentido disso?

 

Nós criamos esse incêndio. O nosso ponto de vista criou esse incêndio, afinal é o nosso ponto de vista que cria a nossa realidade. E olha que realidade criamos! Olha quantas pessoas têm o mesmo ponto de vista para criar tal destruição com tal magnitude. Eu digo nós, porque esse incêndio diz respeito a todos os brasileiros. É a nossa história, nossa raiz. Que ponto de vista é esse que temos de destruir tudo? Qual o benefício que temos em destruir? É só olhar nossa história para ver que amamos, infelizmente, destruir nosso país! Nós brasileiros amamos falar mal do nosso país! É um verdadeiro prazer sempre falar mal. O que isso cria? Mais violência, mais desastre, mais coisa para gente falar mal. Já é um vício irresistível! Isso serve também para quem se abstêm. Você também não está mudando a realidade.

 

O primeiro princípio para mudar uma realidade é ter GRATIDÃO pelo que você tem. Que tal começarmos a fluir gratidão para o nosso país? Você sabia que a ingratidão pela sua terra natal cria várias desventuras, inclusive na sua vida pessoal? Vale lembrar que ter gratidão não tem nada a ver com fechar os olhos e fingir que nada está acontecendo. Algumas pessoas depois que entram no Access colocam seus óculos cor de rosa e só falam a mesma coisa. Parecem discos quebrados. Não há verdade nenhuma em seus discursos. Que consciência há nisso?

 

Esse incidente no Museu me fez refletir sobre minha existência na terra, sobre que contribuição eu desejo ser para mudar o mundo. Eu sempre me perguntei isso desde criança e com o passar dos anos acabei esquecendo deste questionamento e entrei no sistema dessa realidade: nascer, trabalhar, ganhar dinheiro, ter filhos, comprar sua casa própria e morrer depois. Qual o valor disso tudo?

 

Às vezes alguns acontecimentos servem como um despertar. Posso dizer que o incêndio no Museu Nacional, um lugar que eu tinha tanto apreço, foi um clique para mim. Algo mudou em mim quando vi o Museu pegando fogo. Algo precisa mudar e se não estivermos dispostos a perceber a contribuição que esse incidente é, mais e mais lugares pegarão fogo e nossa história como povo será apagada até que a gente perceba. Que contribuição eu posso ser para mudar essa realidade? O que esses móveis, objetos, espaços do Museu estão nos conscientizando?

 

Quando escolhi fazer teatro, minha força motriz sempre foi mudar a vida das pessoas, fazendo com que elas reflitam sobre suas vidas e se inspirem para mudar sua realidade. É isso que muda o mundo. O teatro tem esse poder e o que o Access me encantou foi justamente essa possibilidade de facilitar a vida das pessoas. É uma pena que nem todos vejam a contribuição de ser facilitador e a possibilidade de mudar o ponto de vista das pessoas.

 

A pergunta que eu faço para você que chegou até aqui é: Que contribuição você pode ser para mudar a realidade do Brasil? Que contribuição eu posso ser para mudar a realidade do Brasil? Que contribuição nós podemos ser?

 

E para terminar: Danem-se as regras dessa realidade!

 

 

Nadine Fuchshuber

Facilitadora & Terapeuta

 

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